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Visualização da Avaliação de Perdas e Danos, Rio de Janeiro, Brasil

Os eventos de 11 e 12 de janeiro de 2011 no estado do Rio de Janeiro configuraram o que viria ser o pior desastre na história brasileira. Chuvas torrenciais em sete municípios da Região Serrana do estado causaram a morte de mais de 900 pessoas e afetaram mais de 300 mil pessoas. Grande parte dos impactos foi causada por deslizamentos de terra devido ao grande volume de chuvas registrado na região. Por exemplo, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou 166 mm de chuva para a cidade de Nova Friburgo, o que representa mais de 70% do valor médio histórico para o mês de janeiro.

Dentre os municípios afetados, Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, Petrópolis e Teresópolis decretaram estado de calamidade pública. A escala do desastre pode ser representada pelo número de funcionários envolvidos no processo de resposta. Mais de mil homens de diferentes organizações (Defesa Civil, prefeituras, governos estaduais, Força Nacional de Segurança Pública) foram destacados para atuar na região nas operações pós-desastre.

Os impactos do desastre na Região Serrana não se limitaram às perdas e danos, mas também configuraram um marco nas políticas de gestão de riscos e desastre no país. Imediatamente após as chuvas, no processo de resposta, a presidenta Dilma Rousseff instalou uma força tarefa bem como iniciou um processo duradouro de fortalecimento das práticas de gestão de riscos e desastres a nível nacional.

Com relação às perdas e danos, estimativas do Banco Mundial apontam para custos totais da ordem de R$ 4.78 bilhões. Dentre estes custos, aproximadamente R$ 3.15 bilhões correspondem ao setor público e R$ 1.62 bilhões são de propriedade privada. Em relação a propriedade dos danos, o setor habitacional  foi o que registrou custos privados mais relevantes (R$ 647 milhões).